Centro de Interpretação da Guerra da Restauração (CIGR)

Em 1 de dezembro de 1640, um grupo de nobres portugueses, num audacioso golpe de Estado em Lisboa, pôs fim a seis décadas de domínio da Coroa espanhola sobre Portugal, instaurado em 1580 sob Filipe II. Com a aclamação de D. João, Duque de Bragança, como Rei de Portugal, iniciava-se um novo e decisivo ciclo da nossa História: a Guerra da Restauração.

Durante vinte e oito anos, o povo português enfrentou batalhas árduas, perdas significativas e momentos decisivos que moldaram o destino da nação. Só em 1668, com a assinatura do Tratado de Lisboa, a Espanha reconheceu formalmente a independência de Portugal.

Mas a Guerra da Restauração não foi apenas um conflito ibérico. Esta guerra inscreve-se num cenário mais vasto: o das guerras europeias do século XVII, em especial a Guerra dos Trinta Anos (1618–1648), que devastou o centro da Europa e redesenhou o equilíbrio de poder no continente. Enquanto os impérios combatem pelo domínio político e religioso da Europa, Portugal luta pela sua sobrevivência como Estado soberano.

A fragilidade da Monarquia Hispânica, sobrecarregada pelas múltiplas frentes da Guerra dos Trinta Anos, abre uma janela de oportunidade para a revolta portuguesa. Ao mesmo tempo, o novo Reino restaurado procura apoios externos aproveitando a conjuntura europeia para fortalecer a sua causa, garantir o reconhecimento internacional da independência e a manutenção do Império.

É esta História de resistência, diplomacia e afirmação nacional que o Centro de Interpretação da Guerra da Restauração o convida a descobrir. Este projeto promovido e financiado pela Fundação Batalha de Aljubarrota, com o apoio da Câmara Municipal de Borba é dedicado à preservação da memória e à compreensão profunda de um dos períodos mais complexos e decisivos da identidade coletiva portuguesa.

Seja bem-vindo.